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NO VAGAR DA PENUMBRA

NO VAGAR DA PENUMBRA

THE LADY IS A TRUMP

Junho 13, 2017

J.J. Faria Santos

Melania_twitter.jpg

Melania Trump publicou esta foto no Twitter. Em recolhimento, medita, reza ou pondera a pertinência de um muro na fronteira com o México? Não é provável que fique demasiado esfaimada para aguentar esperar por um jantar às oito em ponto, (até porque se mantiver a disciplina dos tempos de modelo, ingerirá entre “cinco a sete vegetais e fruta por dia” e beberá muita água, a fazer fé no relato de um fotógrafo que a conheceu em 1996 e que agora falou com a jornalista Evgenia Peretz da Vanity Fair), mas não há dúvida que a senhora é uma Trump. Sem particular interesse em frequentar as galas de beneficência, sem apetência por estatuto social ou empenho por uma causa, Melania Trump é encarada pelas socialites nova-iorquinas, refere Peretz, como “uma mulher com um interesse extraordinário em preservar a sua beleza, tarefa em que tem sido largamente bem-sucedida”.

 

É infeliz? Bom, parece certo que se a “tramp” da canção da dupla Rodgers-Hart detestava a Califórnia (neste caso será Donald que detestará o ex-governador da Califórnia…), a senhora Trump odiará Washington, o papel de primeira-dama e os barões da política americana. Não é fácil perceber por entre a floresta de rumores (adultério com um segurança, ponderação de divórcio, vidas separadas e, quando coabitam, quartos separados), qual o verdadeiro estado de espírito da eslovena. Talvez este seja o ingrediente secreto da sua personalidade pública: a inescrutabilidade. Evgenia Peretz desconfia que depois de duas esposas exuberantes e afirmativas, Donald terá escolhido para terceira consorte uma mulher simultaneamente atractiva e enigmática, mas sobretudo “decorativa e educada, não carente ou maçadora”.

 

Pode ser que ela seja um mulher que preza a sua privacidade, pode ser que o seu incipiente e pouco consistente interesse pelo combate ao cyberbullying seja um símbolo da sua tragédia matrimonial, pode ser que haja um muro que ela almeje derrubar e esse muro se chame Donald. (Mrs. Trump, tear down this wall! – poderia incitá-la Reagan, se fosse vivo.) Mas, no momento actual, o que prevalece é a noção de que o enigma se esgota nessa condição. Como um mistério que, quando desvendado, se pode resumir à mais prosaica banalidade.

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