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NO VAGAR DA PENUMBRA

NO VAGAR DA PENUMBRA

CAVALO DE TROYE

Fevereiro 02, 2016

J.J. Faria Santos

troye_owl_n.jpg                                        Imagem: Facebook de Troye Sivan

 

Trata-se de um sucesso retumbante no YouTube. Sucede que foi a sua actuação no TONIGHT SHOW de Jimmy Fallon, onde interpretou Youth (uma batida sincopada, com reminiscências de Lorde, que desemboca num refrão épico), que me despertou a atenção para a música deste australiano de nacionalidade com nascimento na África do Sul. O seu álbum de estreia, Blue Neighbourhood, foi lançado no final de 2015, levando o The Guardian a defini-lo como “doses imaculadas de 3 minutos de emoção”, e a Rolling Stone a falar de “um electro-pop sonhador” servido por letras que poderiam ter sido tiradas de um romance de John Green. Por cá, no Ípsilon (Público), João Bonifácio define a estreia do cantor de 20 anos como “pop electrónica subtil, assente em beats eximiamente trabalhados, aos quais se sobrepõem toalhas de sintetizadores e o crooning sorumbático de Sivan”. E aconselha uma audição sem preconceito.

 

O preconceito aqui não se refere nem à origem inicial do seu sucesso, nem à sua idade, nem sequer ao estilo de música apresentado. Tendo Sivan assumido a sua orientação sexual, não seria avisado circunscrevê-lo ao universo LGBT ou encará-lo como uma espécie de Justin Bieber alternativo, quer porque ele reúne condições para atrair os consumidores mainstream, quer ainda porque, na sua aparente simplicidade, as suas canções parecem mais elaboradas que as de Bieber ou de Sam Smith. Ou seja, a embalagem mesmo que não dissimule, não revela a extensão do conteúdo.

 

Os críticos notam um ponto de contacto com Adele (uma confessa admiradora): as canções tendem para as narrativas de desgosto amoroso (cansaço, desilusão, lamentos, rupturas). Nelas pede-se tempo para recuperar (“I need time to replace what I gave away” – tema Fools); receia-se a sofreguidão (“You take my breath away / You know I’m bound to choke” – tema DKLA); procura-se o hedonismo com estilo (“Rooftop sinning / Skinny dipping / Shooting stars / With fat cigars” – tema Cool); e lamenta-se a diferença de ritmos sentimentais (“Swore I’d never lose control / Then I fell in love with a heart that beats so slow” – tema Blue). Em última análise, é a música que conta. E, como diz Brittany Spanos na Rolling Stone, “Blue Neighbourhood, como os melhores amores da juventude, está cheio de promessas”.

 

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