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NO VAGAR DA PENUMBRA

NO VAGAR DA PENUMBRA

A FÚRIA ÉTICA EM TEMPO DE ELEIÇÕES

Abril 02, 2019

J.J. Faria Santos

 

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Qual a consequência da existência de relações familiares em lugares no Governo ou na administração pública?
“Termos políticos que olham para o país que olham para o país a partir do seu lugar de classe ou das suas circunstâncias familiares traduz-se num défice de representatividade. E é mais um contributo para a crise de legitimidade do regime.”
Pedro Adão e Silva (Expresso)


Há uma excessiva preponderância de militantes do PS no Governo? E os mesmos nomes vão-se perpetuando?
De acordo com números citados pelo primeiro-ministro, dos “62 membros” do Governo, “36 são militantes do PS e 26 são independentes”. 49 deles nunca tinham pertencido a qualquer Governo e 32 “exercem cargos políticos pela primeira vez”.


É inédita a concentração familiar no Governo socialista em comparação com alguns países europeus?
De acordo com um artigo do Expresso, intitulado “Em nepotismo, estamos em média com a Europa”, “Portugal não é um caso isolado”. São citados os exemplos de irmãos no Governo de Rajoy (Espanha), dos irmãos David e Ed Milliband (ambos ministros em Inglaterra entre 2007 e 2010) e também em Inglaterra do casal Ed Balls / Yvette Cooper. Na Bélgica, “a companheira do primeiro-ministro é conselheira da ministra do Orçamento”. Ao nível das assembleias, por exemplo, na Assembleia Nacional francesa, “no início deste ano, filhos, cônjuges e primos ainda tinham contratos (…) como assistentes de mais de 100 deputados, num total de 672”. Já no Parlamento britânico “122 deputados continuam a dar emprego a familiares”, apesar das alterações legislativas no sentido de restringir estas situações.

 

Esta concentração familiar atingiu proporções nunca vistas em Portugal?
“Não sei se existe uma exce[p]cionalidade socialista nesta endogamia. Do que conheço dos partidos, tenho muitas dúvidas. Tivemos, em governos passados, casos semelhantes. Como no de Cavaco, em que além de quase toda a família Beleza havia Diamantino Durão e Durão Barroso. Quanto à nomeação de parentes de políticos para gabinetes de ministros, sempre foi tão generalizada que não consigo levar a sério a indignação de tantas falsas virgens.(…) Também não sei se as coisas pioraram agora. Os critérios que estão a ser usados são tão difusos e alargados que se torna impossível fazer comparações.”
Daniel Oliveira (Expresso)

 

 

 

 

 

 

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