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NO VAGAR DA PENUMBRA

NO VAGAR DA PENUMBRA

EMIGREM EXCELÊNCIAS! PORTUGAL NÃO VOS MERECE!

Outubro 05, 2012

J.J. Faria Santos

Por que motivo terá Mário Crespo, o pivot  da “excelência de conteúdos”, de suportar o constante enxovalho dos invejosos e dos incompetentes? Por que razão terá de consentir em ser insultado face à sua intransigente e implacável denúncia do despesismo das instituições e da conduta ignominiosa dos cangalheiros da pátria? Parta, meu caro! (se me permite a ousadia da informalidade). Já lhe auguro um futuro radioso num continente onde se valorizam a experiência, a frontalidade e a rectidão de intenções. Nos states, num ápice o elevarão ao nível de um Walter Cronkite ou de um Dan Rather. À sua espera, não duvido, estarão irrecusáveis propostas em estações de prestígio, como a Fox News, esse farol de isenção, equilíbrio e imparcialidade que, certamente, muito apreciará a sua ponderada prosa de comentador, a sua acutilância de entrevistador e, sobretudo, o seu memorável, inovador e barroco boletim meteorológico. Parta, meu caro! Boa noite e boa sorte!

 

Por que capricho dos deuses terá o Prof. Dr. António Borges, insigne adviser do nosso heróico primeiro-ministro, primeiro entre iguais, hiperinteligente, com um colossal curriculum  vitae , de ser exposto à mais asquerosa ignorância? O patriotismo tem limites! Poderíamos falar da noção de serviço público, mas não cometeremos essa ignomínia: o Prof. Borges abeira-se da apoplexia à simples menção do vocábulo público. Como não compreender o seu agastamento, quando os beneficiários de uma original “desvalorização fiscal” foram dos primeiros a empreender manobras de sabotagem? Que a genialidade enfrente a incompreensão em tempos de prosperidade até é aceitável – há uma propensão da raça humana para a autodeterminação, para a livre escolha, porém, em situação de emergência, só ao mais néscio dos néscios é que ocorre recusar a orientação de um ente superior.

Parta, Excelentíssimo Senhor Professor Doutor António Mendo de Castel-Branco do Amaral Osório Borges! (sim, só no nome já se vislumbra a extensão do génio, embora eu deva confessar que, na pobreza irremediável das minhas referências, o apelido com hífen me faça lembrar uma outra figura que também acha que Portugal não lhe faz justiça, e um outro sobrenome assemelha-se por demais a Bórgia, família com demasiada intimidade com a controvérsia).

Não se detenha a interrogar-se o que é que o país poderá fazer por si; obviamente que a resposta é: nada! Muito menos gaste o seu precioso tempo a meditar no que poderá fazer pelo seu país. O senhor já sabe que a resposta é a mesma: nada. Não que o senhor não possa agir; Portugal é que, lamentavelmente, prefere a sua inacção.

 

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