NO VAGAR DA PENUMBRA
01 de Abril de 2015

Ele não era um polícia das mentes; privilegiava a cordialidade que devia presidir ao relacionamento interpessoal em detrimento da sanha para expurgar os pensamentos ditos impuros. Perante a fraqueza humana, em vez do julgamento severo e punitivo, escolheu a compaixão. Protegeu os marginais e os marginalizados. Combateu discriminações. Não temeu enfrentar os poderosos, mas não os elegeu, à boleia do populismo ou da intolerância, como inimigos a abater. Mesmo assim, eles poderão tê-lo receado como instigador de motins ou levantamentos. Ao desafiar a ortodoxia da hierarquia religiosa e, simultaneamente, ao desencadear na potência ocupante romana o receio da rebelião política, construiu a via-sacra que o conduziu à cruz. Filho de Deus ou profeta freelancer? Um homem bom e eloquente ou um curandeiro dotado? Se nos abstrairmos das profissões de fé e das fontes históricas, resta-nos o legado de um exemplo. E que poderoso que ele é. Mostra-nos a validade da insurreição que ampara os fracos mas não prescinde de ensinar os fortes a evitar a tirania.

publicado por J.J. Faria Santos às 20:34 link do post
Abril 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
15
16
17
18
19
20
21
23
24
25
26
27
28
30
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts mais comentados
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
comentários recentes
Uma clarificação em resposta a interpelação do lei...
Bom dia, Mas do que li pelo menos das citações que...
blogs SAPO