NO VAGAR DA PENUMBRA
12 de Agosto de 2015

A dada altura, numa cena de Nip/Tuck, Vanessa Redgrave explica à filha (na série e na vida real) Joely Richardson que os jovens não cometem erros, fazem pesquisa. Esta visão laboratorial da existência é acompanhada pela colocação em pólos opostos da segurança e da autenticidade, isto é, uma distinção entre uma vida com significado, em que o risco tem as suas recompensas e as quedas são redentoras, e a monotonia asséptica de um caminho que prefere jogar pelo seguro, arriscando perder o sublime para assegurar o comum.


Devemos concluir que no jogo da vida a autenticidade é um privilégio da juventude e que o estado adulto institui a soberania da segurança? Provavelmente. À medida que adicionamos mais um elo na corrente das nossas relações menos espaço nos sobra para a autenticidade, que implica sempre um independência radical que raia o egoísmo. O instinto acena-nos com a autenticidade, o remorso empurra-nos para a segurança, que, por vezes, nos surpreende com tangentes à grandeza.

 

(Nip/Tuck , série criada por Ryan Murphy, foi exibida nos Estados Unidos entre 2003 e 2010 e está a ser reposta na Sic Radical. Protagonizada por Dylan Walsh e Julian McMahon, contou entre os actores convidados com figuras como a já citada Vanessa Redgrave, Jacqueline Bisset, Bradley Cooper, Anne Heche, Jill Clayburgh, Lauren Hutton, Alec Baldwin, Catherine Deneuve, Kathleen Turner e Melanie Griffith.)

 

publicado por J.J. Faria Santos às 20:30 link do post
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